quarta-feira, 17 de junho de 2015

Fungo matador de morcegos

Uma síndrome vem sumindo com população de morcegos no continente americano.

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/06/fungo-matador-de-morcegos.html
Morcego infectado pelo fungo assassino. Fonte da imagem: Illinois Natural History Survey.

VAMOS DESCOBRIR...

Em menos de 10 anos, uma doença conhecida como 'síndrome-do-nariz-branco' vem se espalhando entre, pelo menos, 26 estados norte-americanos e cinco províncias do Canadá, matando quase todos os morcegos em algumas regiões. Cientistas dizem que isso representa uma das mais acentuadas quedas em populações de animais selvagens norte-americanos desde o século passado.

A doença, que se prolifera nas cavernas frias onde os morcegos geralmente hibernam, veio da Europa, porém, lá, os animais se adaptaram ao fungoPseudogymnoascus destructans’, causador da doença, diferente dos seus representes americanos. A patologia ficou conhecida popularmente como 'síndrome-do-nariz-branco', por conta de os morcegos afetados ficarem com uma espécie de “mofo” em cima da parte nasal.


O fungo assassino, Pseudogymnoascus destructans. Fonte da imagem: European Origins.

Segundo pesquisas lideradas por um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia São Francisco, o fungo se alimenta do tecido do animal, como das asas, e que, dependendo do tempo de contato, pode fazer com que os animais apresentem comportamentos anormais, como despertar do período de hibernação e voar durante o dia, deixando as espécies mais vulneráveis e causando, em muitos casos, as mortes de diversos espécimes.

Agora, os pesquisadores procuram uma provável solução para a doença. Em um estudo recente, eles levantaram a forma de ação do fungo, que se alimenta do tecido do animal exportando uma enzima chamada Destructin-1, capaz de quebrar a proteína colágeno e em seguida importar o produto desta quebra, numa forma de digestão extracelular.


Foto: Ryan von Linden/Departamento de conservação ambiental de Nova York

Os cientistas identificaram primeiro todas as enzimas exportadas e, em seguida, isolaram as que mais causavam dano ao tecido. Agora, eles testam inibidores da ação do fungo. A primeira substância testada foi a quimostatina que protege cerca de três quartos do colágeno da quebra realizada pelas enzimas do fungo.

Fonte: TopBiologia

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